A construção da identidade é social e acontece durante toda, ou grande parte, da vida dos indivíduos. Desde de o seu nascimento o homem inicia uma longa interação com o meio que esta inserido, a partir da qual construirá não só sua identidade como a sua inteligência, suas emoções, seus medos, sua personalidade, etc. Apesar de alguns traços desenvolvimentais, serem comuns a todas as pessoas, independente do meio e da cultura em que estejam inseridas ( como é o caso, por exemplo, da menstruação nas meninas ou do nascimento dos pelos nos meninos), há determinadas características do desenvolvimento em que se diferem em grande escala quando há diferenças culturais. A construção de identidade é um desses fatores relacionados ao desenvolvimento que tem íntima, senão total, dependência da cultura e da sociedade onde o indivíduo está inserido.
As mudanças biológicas - o desenvolvimento dos órgãos sexuais secundários e o crescimento acelerado da altura - são mais ou menos passíveis de comparação nas diferentes sociedades, apesar de que o processo de amadurecimento biológico pode até sofrer influência pela situação social e econômica.
A dimensão social do período de amadurecimento do e da adolescente depende intensamente do contexto cultural: uma menina de 15 anos de idade pode ser vista numa determinada sociedade como criança, noutra como adolescente e numa terceira como uma pessoa adulta e madura. O retrato disso pode ser observado p. ex. na diferença da idade oficial para o casamento entre o noivo e a noiva, o que expressa indiretamente como se avalia diferentemente a maturidade dos homens e das mulheres. Em alguns países, a idade mínima para as mulheres casarem é de 12 anos, sendo isto em outros países assustador. As ações recíprocas entre os fatores sociais e econômicos e o papel dos jovens numa sociedade são complexas e mudam de acordo com o processo de desenvolvimento. Comparando sociedades tradicionais com aquelas em transição ou as modernas, podemos constatar que a posição dos jovens é definida de forma diferente. Numa mesma sociedade podem aparecer paralelamente estruturas ambientais tradicionais (geralmente rurais), aquelas em transição (meio-urbano) e modernas (urbanas).

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